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0 Ladrões escolhem vitimas pelas Redes sociais



Uma pesquisa realizada com 50 criminosos britânicos pela companhia de segurança More Than revelou que 12% deles usam redes sociais como Twitter e Facebook para procurar por vítimas em potencial.
A justificativa é que nesses sites muitos usuários publicam seus endereços, além de detalhes completos de onde estão e para onde vão.
Conforme o levantamento, 68% dos criminosos, independentemente do meio, coletam informações sobre a rotina de suas vítimas antes de praticar um crime.
"Usando o Facebook ou o Twitter para se gabar sobre uma grande noite ou sobre férias em Barbados pode impressionar amigos e colegas, mas é o suficiente para dar a ladrões experientes tudo o que eles precisam saber", disse Pete Markey, um porta-voz da More Than, ao jornal The Telegraph.
"Antigamente você podia comprar informações de um carteiro ou de um entregador de leite sobre quem estava fora de casa nos feriados. Agora as pessoas estão online dizendo se estão indo ao aeroporto, se estão tomando café, sobre tudo", explicou à mesma publicação Richard Taylor, um ex-criminoso que hoje é pastor.
"Sempre digo que o Facebook diz que você tem 900 amigos, mas que não é verdade. Você tem um amigo e 899 pessoas que vagamente o conhecem".
 No início deste ano, um grupo de holandeses criou um site para alertar as pessoas justamente sobre esse risco apontado pela pesquisa. O site Please Rob Me ("por favor, me roube", em português) agregava todas as informações de pessoas que estavam fora de casa e que comunicavam isso no Foursquare.
A ideia, segundo os responsáveis, não era efetivamente servir de fonte de informações para ladrões, mas conscientizar os internautas de que mensagens aparentemente inofensivas podem ser perigosas se divulgadas publicamente. O serviço atualmente está desativado.

0 Brasil, o pais do Virus Ladrão



Fábio Assolini, analista de malware da Kaspersky Labs, se reúne algumas vezes com outros especialistas em vírus da empresa. Nessas reuniões, ele sempre recebe um tapinha nas costas de seus amigos. E escuta: “Eis aqui o grande especialista em derrotar os malware ladrões de dinheiro.”
A brincadeira dos colegas de outros países tem uma razão. Fábio mora no Brasil, a nação com a maior porcentagem de vírus ladrões (que roubam dados bancários e pessoais ou simulam sites falsos de bancos).
Segundo o especialista, do total dos vírus criados por criminosos virtuais diariamente, 95% têm esse fim. “Os outros 5% dos vírus são para ajudar na captura de dados pessoais, que, infelizmente, são empregados em fraudes ou outros tipos de crimes.”
O alto número de vírus constatados nos PCs brasileiros, conta Fábio, fez o Brasil ser considerado o país com mais computadores infectados por cavalos de troia bancários do mundo em um relatório produzido pela Kaspersky Security Network.
Os grupos cibercriminosos são tão especializados, explica Fábio, que eles já produzem 36% dos vírus para roubar dados bancários. Além disso, eles exportam os malware para grupos de outros países praticarem o mesmo tipo de crime. “O Brasil, infelizmente, já é referência mundial nessa modalidade de crime organizado.”
Raio X dos malware
Os computadores da Kaspersky investigam, por dia, mais de 30 mil malware e cerca de 3 milhões de spams. Desse montante, cerca de 8%  dos malware são brasileiros, que se espalham, principalmente, via redes sociais e e-mails. O resultado, explica Fábio, coloca o país na 15º posição dos mais atacados por vírus no dia a di
“Apesar da posição no ranking, o Brasil deve chegar logo ao topo porque os cibercriminosos daqui já são considerados um dos três que mais produzem vírus no mundo. Eles só perdem para os bandidos virtuais da China e do Leste Europeu”, afirma Fábio.
O país tem outro problema que ajuda nesta estatística, destaca Fábio. O Windows XP, sistema operacional instalado em mais de 50% dos computadores brasileiros, não tem mais atualizações de segurança ou correções oficiais da Microsoft. “Portanto, tem brechas de segurança. E os crackers devem explorá-las para infectar milhares de computadores e roubar os dados dos usuários.”
O problema dos crimes virtuais é tão crescente e perigoso no país que a Kaspersky já tem linha direta com a Policia Federal e a Federação Brasileira de Bancos, a Febraban.
“Como a gente analisa vários vírus por dia, conseguimos identificar os IPs de onde são os ataques e repassamos as informações. A ajuda pode resultar em prisões ou em novas técnicas de segurança para os bancos.”
 
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